Revista Portfolio

O melhor lugar é onde você está!

Muita gente sai, muita gente fica e muita gente vem para cá!

09 de ABRIL de 2018



Em tempos assustadores, lembranças divertidas da festa que nos faz esquecer que país é esse... Vamos comigo até meu último carnaval?

Neste último domingo, estava eu, meio que de bobeira, divagando e viajando em memórias recentes quando me encontro nesse último carnaval. Dei boas gargalhadas e resolvi colocar no papel os dias de folia do povo, onde me fiz presente e me diverti com as breves situações que vivi. Vamos lá. Topam fazer esta viagem comigo? 

No início de janeiro já falávamos, entre família e alguns amigos, que não viajaríamos. E eu, particularmente, ando com um namoro empolgante com a Curva da Jurema! Então, já estava determinado a dar umas voltas por lá.

Começaram surgir os planos para que não ficássemos sem fazer nada. 

Fizemos vários projetos. Irmos a cidade ver os blocos e, principalmente, o fuzuê da Rua Gama Rosa. Inclusive, faríamos reuniõezinhas em meio os dias de folia para definirmos mais alguns lugares indicados no site de uma revista da cidade com penetração nas maiores cidades do território nacional. 

Comecei então a procurar amigos e comentar o que faria. Falamos tanta besteira! Até deboches de que iria acontecer fio dental, sainha curta, muita cerveja e enorrrrrmes gargalhadas... Mas esse suposto carnaval fica para o ano que vem (rs), nada disso rolou. 

A decoradora mais querida da minha vida, Ana Amélia, garantiu um luau na segunda feira... chegamos a viajar na proposta do luau com entres tenda, iluminado com tochas, tapetes, mesas baixas, garçons, bufê e decoração digna! Gente, fica também para o ano que vem tá?

Mas, eu cumpri com o meu objetivo anunciado, não deixei de ir a Praia na Curva da Jurema dar minha costumeira nadada um dia se quer.

Eu costumo dizer que essa Praia é o quintal da minha casa, eu e um verdadeiro amor por esse lugar maravilhoso cheio de charme e pessoas lindas. E o point é em frente à guardaria, ali onde ficam as canoas havaianas, pranchas etc. 

O cenário é de frente para o horizonte ladeado pelas espetaculares Ihas do Frade e do Boi. No mar, as lanchas dão um certo glamour, claro que há controvérsias... Nas areias barracas de tudo quanto é jeito, ambulantes que vendem de tudo.  

É o povo Brasileiro se divertindo!

Em direção ao lado direito, onde vai dar na entrada da Ilha do Boi, tem os quiosques com música ao vivo e todas iguarias do mar e da terra, uma farra só. Ao longo de toda praia os guarda-vidas fazem um trabalho fantástico garantindo a segurança dos banhistas. 

Uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de gente de outros estados e países que vieram passar o Carnaval em Vitória. Eu conversei com muitos deles e também, eu confesso, adoro ficar tomando um solzinho ouvindo a conversa dos outros (rsrs). Mas, fica aqui um alerta para secretaria de turismo, o Espírito Santo está chamando atenção como uma boa opção de destino...

E por falar em ouvir as conversas paralelas, o truque é o seguinte: estica-se a canga na areia, mais próximo das barracas mais cheias de pessoas, passa um filtro solar e deixa o sol arder, daí vem as pérolas...

Uma senhora de meia idade conversava com a amiga e de repente ela fala: "ah... eu não estou aguentando mais porque eu sinto vontade! O José Carlos é um excelente marido, tudo que eu penso ele me dá. Quer dizer, quase tudo porque o que é bom mesmo, nada! Eu já experimentei quase tudo! Viagra pra ele parece remédio de dormir. Eu tento, tento fico subindo pelas paredes mas não acontece aí o jeito é tomar um bom banho e quando eu volto ele já está roncando..."

Enquanto essa ladainha já está quase me fazendo chorar de pena da coitada (rsrs), a palavra coitada vem de coito (rsrs), eu imediatamente virei o captador de áudio e comecei a ouvir uma conversa muito intrigante das novinhas, que meus cabelos ficaram em pé! Uma fala para as outras: "O nego é todo marrento mesmo, mas não é essas coisas não, é muito cheio de frescuras!"

Então, uma outra que não parava de fazer selfie fala:

"Frescura... Vocês não sabem o que é frescura, eu estou com o mais lindo da parada, o corpo é uma escultura mas é uma moça, gente entre quatro paredes, aí que ele fica dengoso, frágil, delicado! Pô, véi, eu não estou aguentando! Eu gosto de pegada!"

Então uma outra falou:

"O Guinho é bi assumido e eu já nem ligo mais porque comigo ele é o melhor que eu já tive, quando não está comigo, não estando por perto, ah ele faz o que ele quiser e eu também"

E elas riam se abraçavam e tome long neck. Na altura do campeonato eu já estava suando, resolvi levantar. Ia passando um vendedor de picolé eu perguntei:

- "Tem de coco?"

Ele falou:

"Ter tem, mas está lá por baixo e eu estou com as costas doendo pra caramba."

Eu, ao mesmo tempo que sentia uma vontade danada de dar uma retreta, ele falou:

"Rapaz eu estou chegando bem suave, já amanhecendo o dia. Quando eu botei o pé dentro de casa eu só vi o pedaço do cabo da vassoura voar longe. Eu não sabia o que foi pior, o susto que levei ou a dor da cacetada que a doida me deu e que quebrou a vassoura na minha costas."

Rapaz, aí eu, pra fazer uma média, fui dar um chaveco e falei:

"Pô, tá doido, isso é coisa que se faz? É carnaval... cara, sabe essas mulheres que só pensa em limpar, varrer, lavar... "

"Rapaz, na hora que eu levantei, a infeliz já estava com outra vassoura e batia com gosto a miserável! Ah véi, eu sai cambaleando e me joguei porque se a porra daquela vassoura quebra, eu tinha certeza que ele ia aparecer com outra!"

Gente e eu rolando de rir, quando de repente ele fala:

"Tá rindo cabeludo? Você é mau hein, adora a desgraça dos outros né? Até parece filho dela... eu heim!" 

À noite, enquanto uma boa quantidade de gente estava enlouquecida procurando onda de carnaval, a minha era tomar um drink no Don Camaleone e comer uma das delícias que este restaurante produz ou comer a pizza do Red Elephant.

Quando a gente sai pra se divertir, jogar conversa fora, viver com alegria, sempre acontece encontros inesperados e prazerosos, como foi o caso das minhas mais recentes amigas que conheci numa das noites desse carnaval. A Maria Lucia Ide, professora de pós graduação em pilates e dança há uns 8 anos. E Clélia Leal, que é fisioterapeuta estabelecida com clínica no bairro da Vila Madalena, trabalha com pilates e terapias manuais como shiatsu, reflexologia, massagem craneal, acupuntura, drenagem linfática e biomagnetismo. Aí você imagina a quantidade de assunto. (rsrs)

Duas pessoas muito bacanas e do bem, conversam sobre tudo com elegância e discrição. Ficaram apaixonadas por Vitória, não se cansavam de dizer que na primeira oportunidade vão voltar!

Por Nahor Bastos




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