STALKEADOS POR LUIZ ALBERTO: PAOLLA OLIVEIRA

Nossa talentosa musa!

15 de AGOSTO de 2021

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STALKEADOS POR LUIZ ALBERTO: PAOLLA OLIVEIRA

A minha entrevistada deste domingo, 15/08, é ninguém menos que Paolla Oliveira. Dona de um talento surpreendente, que encanta este repórter e milhões de telespectadores e fãs. Paolla Oliveira tem um jeitinho doce, simples e totalmente acessível. Pouco comum entre tantas outras estrelas da mesma grandeza. Nascida sob o signo de Áries ela tem temperamento forte, tem foco e sabe como gerir, passo a passo, a sua bela carreira como ninguém. Obviamente cercada de excelentes profissionais que lhe dão todo o suporte necessário. Paolla é generosa e atenciosa. Mulher encantadora! E esta é mais uma entrevista que tenho orgulho de apresentar para vocês. A minha entrevistada falou de trabalho, família, bichos, carnaval e as novidades que vem por aí. Não vou me estender na apresentação. Espero que curtam, divirtam-se e tenham um bom domingo!

LUIZ ALBERTO: Paolla, quero te agradecer por dedicar um tempo para mim, viu? Como você já sabe, esse nosso bate papo de vídeo está sendo gravado para depois ficar à disposição dos leitores no canal REVISTA PORTFOLIO no Youtube.

PAOLLA OLIVEIRA: Ok, entendi, está sendo gravado, tenho que tomar cuidado com o que eu falo (risos)

LUIZ ALBERTO: Háháhá! Aqui é tranquilo! Seja bem vinda linda!

PAOLLA: Obrigada, amor!

LUIZ ALBERTO: Você começou como assistente de palco do programa Passa ou Repassa, com Celso Portiolli lá no SBT, certo?

PAOLLA: Sim (risos)

LUIZ ALBERTO: E aí, em 2004 foi para uma novela, Metamorphoses, na Record TV. Logo depois foi para Globo fazer um dos protagonistas de O Profeta, fazendo a mocinha Sônia, que eu amei, porque sou noveleiro de carteirinha! Nossa, como eu chorava com a Sônia...

PAOLLA: (cortando) Eu amo a Sônia! Está passando reprise da Sônia em algum lugar e eu estou vendo de novo pelo Instagram, você acredita?

LUIZ ALBERTO: Ahhh quero rever! Você acredita que eu tive uma TV no escritório só para poder ver esta novela?

PAOLLA: Ai que fofo...

LUIZ ALBERTO: E a pobrezinha da Sônia sofria muito, ela sofreu até o final (risos)

PAOLLA: Mas posso falar? Foi tão gostoso de fazer... E eu estava descobrindo também as artes, descobrindo o PROJAC, descobrindo o que nem eu imaginava o que seria a minha vida, então, foi muito gostoso fazer a Sônia.

Paolla Oliveira - Revista Portfolio-stalkeados-pot-luiz-alberto (1)

LUIZ ALBERTO: Você não pensava, na adolescência, em ser atriz?

 PAOLLA: Não. Com a criação que eu tive, não pensava em muita coisa, sabe? (risos) Você conhece um pouquinho da minha família, meu irmão é parceiro da revista. Eu não imaginava o que ia acontecer e nem que eu podia fazer. Porque a gente sonha muito, sou muito sonhadora. Eu coloco metas...

LUIZ ALBERTO: (cortando) Ariana, né?

PAOLLA: Era tão distante de mim... É, uma boa ariana, né? Era distante.

LUIZ ALBERTO: Eu aqui, Áries, ascendente Áries, com Lua em Áries, minha filha, Acredita??? (gargalhadas)

PAOLLA: Você???

LUIZ ALBERTO: Simmmmm...Há, há, há!

PAOLLA: Jesus me socorre! Menino, menino... (gargalhadas)

LUIZ ALBERTO: A gente é pá pow! Responde na hora não é!

PAOLLA: (cortando) Eu sofro dessa praticidade, dessa rapidez, dessa agilidade. Que às vezes é muito bom, bota a gente pra frente, mas às vezes é difícil.

LUIZ ALBERTO: É, às vezes a gente fala demais... Eu agora não me arrependo mais porque não tenho mais tempo de me arrepender das coisas. Mas a gente fala demais (risos).

PAOLLA: (risos) Fala sim.

LUIZ ALBERTO: Essa característica do ariano, não sei se você á assim, a gente sonha e nossos sonhos estão sempre se realizando. O que a gente sonha e se concretiza.

PAOLLA: Tem um dizer, não sei exatamente qual o nome vou dar pra isso, mas as pessoas estão falando muito em Co-Criação. Seria aquilo o que a gente pensa, bota energia e já é uma realidade, não é assim ainda, mas será. Então, acho que o ariano é muito assim, eu sou assim. A maioria dos trabalhos de publicidade que fiz na vida eu desejava tanto fazer... Eu imitava, eu era uma adolescente que nem imaginava, não era uma realidade pra mim, como falei, mas eu imitava comerciais, botava roupas, fazia assim sozinha. Então, acho que existe a energia que a gente coloca nesse lugar dos sonhos que ainda não são realidade, mas, para gente é.

LUIZ ALBERTO: Você sabe os verbos do ariano? Eu sou. Eu quero. Eu posso. São os três verbos.

PAOLLA: Isso mesmo. (risos)

LUIZ ALBERTO: Tinha um amigo meu, que vivia implicando comigo em relação a isso, porque eu falava assim, “gente, mas não é assim” Aí ele dizia, “eu sei, eu quero, eu posso, tá bom!” Era assim... (risos)

PAOLLA: (risos) Na hora do pessoal quer implicar, acabam colocando nossas virtudes como defeitos, isso é uma verdade. Mas, eu sei, eu quero, eu posso, são verbos de efeito. De força, de poder, de potência, não é?

LUIZ ALBERTO: É, e todos os signos deveriam ter um verbo, pobrezinhos, porque eles não têm?

(Desculpa leitor. Essa arrogância minha é pura brincadeira. Sou eu exibido! Háháhá...)

PAOLLA: A gente vem na frente, meu amor, é o primeiro signo do zodíaco para trazer os outros.

 

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas) adorei! Paolla, depois de interpretar Sônia, você foi para a novela Ciranda de Pedra. Foi mocinha que você fez? Porque as malvadas vêm depois.

PAOLLA: Era uma mocinha. Ela não teve um desenrolar muito grande, porque tinha uma questão dela se apaixonar pela outra mocinha da novela, e daí o pessoal ficou meio na retranca e acabou que não aconteceu. Era uma tenista, toda decidida, toda cheia de atitude. Acho que teve esse senão aí, então a Letícia, que era a personagem, ficou ali, entre ser uma mocinha e uma pessoa com um pouco mais de atitude.

LUIZ ALBERTO: Letícia em Ciranda de Pedra e a vilã Verônica em Cama de Gato.

PAOLLA: Verônica esses dias me surpreendeu. Não sei se você viu um vídeo que eu postei, de um rapaz fofo no hotel, que ele se assustou comigo, você chegou a ver esse vídeo no Instagram?

LUIZ ALBERTO: Ah sim, sim. Muito legal. Ri muito...

PAOLLA: Ele olhou para trás e na hora que ele me viu, falou, Verônica!!!

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas)

PAOLLA: Ele quase que desmaia. E eu disse, “eu não sou a Verônica é a Paolla Oliveira! Eu não sou má, eu sou boa!”

LUIZ ALBERTO: (risos)

PAOLLA: Para você ver como era a Verônica era muito maléfica. Olha, foi minha primeira vilã e foi divertido, foi uma super experiência. Eu só agradeço, só agradeço.

LUIZ ALBERTO: A vilã é mais fácil de fazer, mais difícil, como é fazer a vilã?

PAOLLA: Acho que não existe isso de mais fácil ou mais difícil. Os personagens são complexos, cada um tem a sua dificuldade. Eu fazia uma personagem que era deliciosa de fazer, ela falava extremamente rápido, então, para você desenrolar e ter nuances, depende. A dificuldade às vezes vem da persona, vem de todos os lugares. O fato é que a gente se apaixona. O que precisa é que a gente se apaixone pelo personagem e que ela possa ser boa, interessante ao longo do caminho. Agora a vilã, o mal, exerce um fascínio, porque é distante da gente! Ou, pelo menos, espera-se que seja distante de nós, então, fica mais saboroso.

LUIZ ALBERTO: Mais uma letra L você colocou no seu nome em 2010. Aconteceu alguma mudança? Com mais um L em Paolla?

PAOLLA: Se eu te falar pontualmente o que aconteceu não vou saber, mas, eu vinha numa vida ascendente, as coisas acontecendo pra mim. A gente está falando aqui de 11 anos. Esses 11 anos foram muito bons. Tirando algumas coisas que não foram muito boas para todos nós, eu tenho muito a agradecer. Minha família está com saúde, os mesmos que há 11 anos eu prezava, meus amigos, a minha carreira cresceu. Então, o que foi me falado quando eu coloquei o L foi assim, “Você vai muito bem, você tem luz, está tudo certo, mas se você acrescentar o L a sua energia vai melhorar”. Falei, quem é que não quer melhorar? Por um L a mais, um L a menos, coloca L! Então foi isso.

LUIZ ALBERTO: Ah, se fosse comigo, podia colocar um Y, dois Y, um Z, estava tudo ótimo! Eu ia amar! Porque, na verdade, você fez personagens espetaculares logo depois de colocar o outro L. Então veio a Dani Bond, que foi um sucesso, de internet, de tudo. Ela era um personagem diferente, não é Paolla? Porque ela não tinha, digamos assim, muito sentimento pelas pessoas e pelas coisas.

PAOLLA: Era um personagem complexo. Acho que o pessoal achava que ela era uma vilã, mas na verdade era uma personagem que precisava de acolhimento. Acho que ela tinha o lugar dela ali de sofrimento. Acabou morrendo no final, mas, apaixonada. Ela não falava a real de quem ela era. Ela tinha a vida dela, era garota de programa e tudo mais, mas, era completamente apaixonada pela personagem da Maria Fernanda Cândido. Então, acho que existe um lugar. A gente que está olhando o personagem por esse lado de cá, consegue humanizar ele. A Dani Bond era bastante humana.

LUIZ ALBERTO: Ela era bastante humana, mas Dani Bond era bem profissional. Mas aí ela se apaixonou...

PAOLLA: Profissional e um pouco egoísta, olhava muito para o próprio umbigo. Vivemos época de Dani Bond, né? (risos)

Paolla Oliveira - Revista Portfolio-stalkeados-pot-luiz-alberto (2)

LUIZ ALBERTO: Pois é, vivemos época de “Danis Bonds” espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Mas vamos passar de Dani Bond, que foi sucesso e todo mundo sabe, que ficou na internet anos e anos, até hoje, quando você fez, outro dia, um post maravilhoso dela, dá uma certa saudade. Então veio a Major Geiza. Como eu amei... Era louco com a Major Geiza, porque ela era muito forte, só numa questão de amor que ela dava uma vacilada...

PAOLLA: Quem nunca, né? Sabe o que eu acho? A Geiza veio para mim e foi sendo construída. A Glória Perez, claro, sabia que era uma personagem forte, mas, todos os estereótipos caem numa mesmice e a Geiza quebrou alguns estereótipos. Ela deu uma mexida com a cabeça do que era corretinho de se fazer como uma mulher. Inclusive quando se apresenta uma mulher super forte, mas, sofre por amor e gosta de um bronco como aquele, o marrento dela. Então, os personagens vão se apresentando também, principalmente num trabalho longo como é novela. Eles vão se apresentando, a gente vai construindo e o feedback do público, o feedback dos autores e diretores constroem os personagens.

LUIZ ALBERTO: Outra coisa que eu queria falar da Major Geiza é que ela teve uma luta de ética, entre o esporte, que era muito legal, o namoro e a profissão. Ela tinha que se decidir em determinadas ocasiões. Ela tinha que se decidir entre amor, esporte e o trabalho. Ela vivia pedindo para o marrento não se meter no trabalho dela...

PAOLLA: Não perturbar, não perturbar... (risos)

LUIZ ALBERTO: Isso aí fez a gente pensar muito, porque é muito legal, você deu uma vida ao personagem, porque o ator conduz o personagem. Tem o autor, o diretor, tem tudo, mas, o ator põe muito dele no personagem, não é isso?

PAOLLA: Coloca, coloca sim. Acho que é uma junção de tudo. Como falei pra você, é uma junção de diretores, de feedback de público e do que a gente imagina criar para esse personagem. Coma Geiza foi assim, ela foi sendo construída. Na hora que eu via que não era um caminho legal, que eu podia fazer diferente, que eu podia sair de um estereótipo já batido e que não falava sobre a mulher real que se esperava ver, então, fui mexendo pra lá e pra cá e foi muito legal. Eu falei que tive a sorte de ter reprisado um personagem desse, com essa potência, que eu tenho tanto carinho, num momento tão triste para gente. E a Geiza, mesmo passando agora, ela era muito potente. Ela mostrou que as mulheres podem ser o que elas quiserem e quantas elas forem ao mesmo tempo. Então, a gente é mulher, é profissional, ou é mãe de família, como no caso de quem tem filhos e tudo mais, somos a sensual, somos a mocinha, tudo misturado. Essa foi a Geiza que eu quis mostrar e acho que foi bem aceita.

LUIZ ALBERTO: Aí veio a Vivi Guedes. Ela começou meio futilzinha, , pá pá... Mas ela, coitadinha, sofreu pra caramba casando com Danilo. E eu tenho uma parte antes que você fale da Vivi Guedes, você fez uma postagem, no táxi, e o cara imitou você. Aquilo eu chorava de rir. Vi umas 10 vezes, você também não se aguentou... (gargalhadas)

PAOLLA: (risos) Foi uma cena! Uma cena! (gargalhadas gerais)

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas) O motorista ficou louco com você imitando a Vivi Guedes. Esse personagem sofreu uma virada...

PAOLLA: Eu vou dizer pra você, é basicamente a mesma coisa. Assim como vocês se surpreendem com algumas coisas, quem está assistindo, a gente do lado de cá também. Que o trabalho é de formiguinha, mas na hora que ele dá certo, que ele acontece, desabrocha, acaba que é uma grande surpresa. É um trabalho que a gente depende desse feedback. A gente trabalha para que o outro veja. Então a Vivi Guedes foi assim. Eu fiquei com medo de fazer a Vivi Guedes. Eu falei, “poxa! Ela pode não cair nas graças”. Como você mesmo falou, ela pode ser fútil, ela pode ser boba, ela pode ser tanta coisa. Tentei usar sabe de quê? De simpatia, de empatia, de uma coisa ingênua que tinha a Vivi Guedes e ela foi super aceita. Quando estamos na novela, a gente fica nessa expectativa, o que será que vai acontecer? E nesse caso de Vivi Guedes eu fui pega de surpresa. Ela teve aquele namorado chato, encrenqueiro, possessivo, aliás, mais um! Vamos vendo que as minhas personagens estão sempre envoltas numa relação dessa. E agora, minha amada Vivi Guedes mora numa ilha deserta com seu Chiclete preferido.

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas) E Vivi Guedes tinha até instagram! Largou tudo? Largou a vida, tinha milhões de seguidores!

PAOLLA: Menino... Foram três milhões e meio de seguidores no período de uma novela e que agora passou, se não me engano, passou nos Estados Unidos e ela teve um instagram e o perfil foi também super bem.

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas) Que legal!

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PAOLLA: É muito especial ver. Eu acho que a Vivi Guedes abriu um novo relacionamento de uma novela mais interativa, uma novela que pode conversar com o público num outro tempo. Trabalhei muito viu? Mas eu fiquei muito feliz.

LUIZ ALBERTO: E porque também acho interessante que abre uma discussão da vida da influencer que não é tão fácil assim, um mar de rosas. E mostra também que todas as influencers tem que ser ricas. Comprar um monte de roupas (gargalhadas)

PAOLLA: (risos) Nem tanto, nem tanto. Acho que hoje em dia, tudo podemos influenciar. Se você tem uma opinião sobre alguma coisa concreta, se você sabe expressá-la, se você tem um público que compra, que quer ouvir o que você tem para dizer, você é uma influenciadora. Isso é já falava na época de Vivi Guedes e isso só se torna mais claro. A Vivi era a rica das roupas, isso tem seu espaço, mas existe pessoas que eu sigo, por exemplo, que dão dicas de casa, dicas de como tirar mancha da roupa, donas de casa maravilhosas, ou ativistas que estão com o próprio sangue, com o próprio suor, acordando cedo e dormindo tarde, fazendo e movimentando. Essas pessoas me inspiram também. São grande influenciadores para minha vida.

LUIZ ALBERTO: Exatamente. Porque você pode influenciar de uma forma boa, positiva, eu não acho que pela agressividade, pelo grito, pela briga, seja em qualquer situação, você influencia. Você só torna uma pessoa amarga, uma pessoa ruim. Mas se você pode influenciar pessoas que estão em situações de dificuldade, que não sabe como lidar, a questão do racismo, da mulher que sofre para caramba com discriminações e violências de todas as formas. Então, se você pode influenciar para que isso não aconteça, acho muito bom.

PAOLLA: Acho que tem algumas pessoas, algumas profissões estão mais nessa seara do influenciar. São pessoas que se colocam nessa posição de que “eu vou falar algo porque quero mudar a outra pessoa, quero ser escutado”. Sei lá! Jornalista ou influencers que se colocam nessa posição. Eu faço uma coisa, se é que eu influencio, tem muitas pessoas que me seguem e estão interessadas no que tenho para falar, mas faço de outra maneira. Não tenho a pretensão de que as pessoas me escutem, entende? Porque não me acho melhor que ninguém, não me acho mais “sabida” do que ninguém, como diz meu pai. Mas se eu puder influenciar, vou influenciar com o melhor que tenho. E eu acredito no discurso não agressivo, acredito que a gente pode sim, fazer mudanças, maiores ou menores, claro, mas podemos construir coisas não sendo agressivo. A gente pode se posicionar sendo assim, pode ter opinião sendo assim, a gente pode ter personalidade sendo assim, e não precisa ser agressivo para que as outras pessoas nos entendam. Então é uma conduta que prezo, nas minhas redes sociais, na minha vida, em todas as coisas.

LUIZ ALBERTO: Na calma. Não precisa ficar nervoso (risos). É só ter calma. É só falar com calma.

PAOLLA: Mas é porque a gente vive em tempos que nem só a calma resolve. A gente vive em tempos que, às vezes, precisamos desequilibrar a balança para que o equilíbrio aconteça. Sobre o racismo, sobre o feminismo, sobre todas essas questões que estão em voga agora, às vezes, não só na calma a gente faz coisas e admiro quem tem potência para ter mais agressividade. Então é assim, para tudo existe um caminho, esse é o meu caminho e nem por isso, com meu caminho não agressivo deixo de fazer alguma coisa.

LUIZ ALBERTO: Você não deixa de lutar, ou de influenciar...

PAOLLA: De jeito nenhum. Ou de me posicionar, ou ter personalidade.

LUIZ ALBERTO: Exatamente. É minha religião, digamos assim. É minha filosofia. Eu penso assim, nada que gritem muito pra mim consigo escutar. Não consigo escutar gritos, sob hipótese alguma. Mas vamos voltar á Paolla Oliveira que ganhou a Dança dos Famosos e que agora é finalista novamente, hein garota?

PAOLLA: Semi-finalista...

LUIZ ALBERTO: Ahhh, mas vai para a final!

PAOLLA: Tomara, tomara!

LUIZ ALBERTO: E a vencedora da Dança de 2009, antes caiu no samba! Foi iluminar o Carnaval Carioca...

PAOLLA: Pois é, 2009 foi um ano muito especial pra mim, que fui muito feliz num lugar que é muito especial pra mim, a Grande Rio na avenida. Eu me lembro disso. E no mesmo ano entrei para a Dança dos Famosos e ganhei. Foi muito legal. Não imaginava voltar, nunca imaginei e agora estou de novo nessa situação. Estou adorando, estou me divertindo. Vejo o carinho que as pessoas tem por esse quadro. Eu só agradeço, tento me divertir, tento fazer o melhor que posso para que as pessoas tenham um minuto e quarenta de alegria nesse mundo tão complexo que estamos vivendo. Não ameniza o que está acontecendo, mas, alivia um pouco.

LUIZ ALBERTO: É... Diverte, dá para dar uma respirada e sair da paranoia de viver o dia a dia em função de uma tragédia que se abateu sobre nós. E voltando ao Carnaval, você é Madrinha do Cordão do Bola Preta não é?

PAOLLA: Adooooro! Antes da pandemia eu era e espero que continue sendo (risos)

LUIZ ALBERTO: Ah... Para... Pelo amor de Deus! Eu vou brigar com eles! Eles me seguem e a gente está sempre conversando e tem que ser você. Alem desse, em quais outros blocos você vai?

PAOLLA: O Cordão, a Favorita, que normalmente vou em São Paulo e minha avenida, a Grande Rio que está lá. Espero também que eu esteja no mesmo posto.

LUIZ ALBERTO: Ah, com certeza vai estar. Será que este ano vai ter carnaval? Em 2022 hem Paolla?

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PAOLLA: Menino, a esperança é a última que morre. Eu continuo torcendo para que tenhamos segurança para que isso aconteça, que a gente tenha um governo para que isso aconteça, espero que a gente tenha possibilidade disso.

LUIZ ALBERTO: E como foi participar do clipe do mano? Meu querido Douglas! Assista AQUI

PAOLLA: Maninho, maninho, fazedor de música. Meu poeta. Ele é um charme, é um doce. Eu sou a mais brava dessa família, posso te dizer? São três homens e eu sou a mais brava. Estou sempre acelerada, sempre falando, procurando pelo em ovo, como diz minha mãe.

LUIZ ALBERTO: Você era moleca? Antes de você falar do Douglas. Você era moleca quando criança?

PAOLLA: Amor, sempre fui! Tenho 40 anos na minha cara praticamente e continuo. Sempre é bom. Tem que manter a vivacidade da vida e ser como a gente é de verdade. É moleca, é tímida, é do jeito que for. A gente tem que ser só verdadeiro com a gente.

LUIZ ALBERTO: É verdade, é verdade.

PAOLLA: Voltando para o Doug! Essa criatura fofa, doce, que leva uma vida como todo mundo, onde a gente tenta sobreviver, mas que ele se acalma e acalma a alma dele com música.

LUIZ ALBERTO: E só tem música linda. Só tem música linda.

PAOLLA: Só musicão. É que esses meninos falam do coração. Eles fazem música para quem eles gostam. Eles querem emoção.

LUIZ ALBERTO: Quando eu fui apresentado à essa banda, eu falei, “essa banda é minha!” Então eu fiquei amigo deles e já vou me metendo, vamos fazer um show com eles, enfim, sou apaixonado pelas letras. Seu irmão é um gênio da música. São muito bons.

PAOLLA: Eles são. A maioria da nossa genialidade vem do coração, da nossa emoção, quando a gente quer tocar o outro. E eles fazem com tanto amor que chega. Já conseguiram coisas à beça, né? Já conseguiram me fazer cantar, veja bem (risos)

LUIZ ALBERTO: Eu to junto. Aqueles lá eu não largo nunca.

PAOLLA: Aliás, obrigada pelo carinho com eles.

LUIZ ALBERTO: Imagina! To com eles pra sempre!

PAOLLA: É tão difícil a gente caminhar, sem parceria, sem o carinho das pessoas. Eu sou muito grata durante a minha vida toda. Sempre tive amigos, parceiros e vocês são muito queridos deles. Então, obrigada!

LUIZ ALBERTO: É com muito prazer e muita honra que a gente faz. E vai fazer forever, porque eu amo aqueles meninos, eu adoro aqueles meninos. Faço parte do grupo, é uma confusão. Vou lá de vez quando dar opinião, você sabe que ariano não fica quieto, fico olhando, mas não tem jeito de ficar calado... Daqui a pouco estou até tocando baixo. (risos).

PAOLLA: (cortando) Ariano não tem uma maneira de não dar opinião, a gente dá opinião mesmo quando as pessoas não pedem.

LUIZ ALBERTO: Háháhá! Exatamente isso. Eu tenho uma grande amiga que é ariana também que ela diz assim, “eu não queria te falar não, mas vou te falar!” Se chama Adriana Leal. Ela é desse jeito. Pronto! Eu digo, “e você não queria, né?”

PAOLLA: Não ia dizer nada não, mas já vou falando... Háháhá!

LUIZ ALBERTO: Exatamente, eu também sou assim, brinco com ela demais.

PAOLLA: Não tem jeito...

LUIZ ALBERTO: Paolla... E cinema? Qual filme você curtiu mais fazer? Eu tenho aqui uma lista de filmes.

PAOLLA: Eu curti tanto. Eu gosto muito de cinema. Eu queria ter tido oportunidade de fazer mais. E fazer coisas diferente do que já fiz na televisão, mas, o nosso melhor trabalho é sempre o último. Normalmente ele está quente, está vibrando na gente. Eu tenho um filme para ser lançado, acho que este ano ainda, com Lázaro Ramos, que se chama Papai é Pop. Eu faço uma mãe de família de primeira viagem, está no primeiro filho, na verdade, fala de maternidade, mas fala mais de paternidade. Que é muito legal. A gente vive falando das novas famílias, da formação das novas famílias, que podem ser tantas... E essa família, que a gente já sabe como ela funciona, não funciona direito. Que é esse pai que tem que estar mais presente, que as funções não são todas da mulher, então, é divertido, é emocionante.  E eu estou bem, bem diferente mesmo. Um pouco mais despida de vaidade, ao contrário do personagem da Vivi Guedes por exemplo, então, estou super ansiosa para que ele saia.

LUIZ ALBERTO: Como você se prepara para um personagem? Faz pesquisa, passa um tempo sozinha...

PAOLLA: Menino, eu faço de tudo! Tem desde o texto que você recebe, as indicações dos diretores e autores, tem insight, às vezes tem uma preparação física, tem a caracterização, a mudança de cabelo ou alguma coisa, acho que tudo é um conjunto para que essa personagem apareça. Pesquiso sim, vejo filmes, faço tudo. Uma das coisas que mais gosto é tirar a personagem do papel, fazer essa, ou esse, personagem acontecer até vir para o meu corpo.

LUIZ ALBERTO: Aí você constrói, com o conhecimento que adquirido, sua relação a vida do personagem. Fantástico! No caso da Geiza, por exemplo, você teve que buscar informações lá dentro do exército. Você chegou a participar de alguma atividade? Seu pai é militar.

PAOLLA: Eu trouxe por um acaso um pouco de casa porque sabia, via os trejeitos do meu pai, coisas que trazia da adolescência. Mas a novela mesmo trouxe uma preparação com o pessoal do BAC (Batalhão de Ações com Cães). Então eu tive contato com cachorro, fui até o batalhão deles, fui super bem recebida, então, tive apoio dos profissionais reais para que conseguisse dar o mínimo de realidade para a personagem.

 

LUIZ ALBERTO: E com cachorro não foi difícil não é? Porque temos uma apaixonada por animais. Quantos você tem em casa? (risos)

PAOLLA: Diminui muito a minha prole. Estou com seis gatos agora e quatro cachorros. Tá diminuindo!

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas)

PAOLLA: Mas estão por aí espalhados. Da galera que cuido, tem muito mais.

LUIZ ALBERTO: Ah tá, você também apadrinha alguns cachorros, alguns animais.

PAOLLA: Apadrinho, cuido, tem alguns projetos que sou parceira, por exemplo, o projeto da Betty Gofman que ela faz lá em Gramacho. Tem o Paraíso dos Focinhos, o Garra Animal, Au Family que é em Belém, todos esses ajudo pessoalmente. Pessoalmente que digo é de conseguir vacina, de mandar dinheiro, de apagar um incêndio que está acontecendo. Me faz bem, é uma maneira que tenho de pegar uma causa e fazer dela uma realidade. Por mais passinho de formiga que seja, acho que é sempre válida essa corrente.

LUIZ ALBERTO: Você tinha um pretinho sem patinha...

PAOLLA: O Perna?

LUIZ ALBERTO: É Perna, o nome dele? (risos)

PAOLLA: O Perna mora num sítio que tenho aqui na serra. Ela mora lá. Ele é danadíssimo. Apareceu lá. Meu presente.

LUIZ ALBERTO: Isso é coisa de Deus que botou o bichinho para ir lá te procurar.

PAOLLA: Também acho. Para cuidar de mim, para me reernegizar, ele é muito querido.

LUIZ ALBERTO: Não tem nada melhor do que estar com eles para energizar...

PAOLLA: Família, natureza, bicho é o que a gente precisa nessa vida.

Paolla Oliveira - Revista Portfolio-stalkeados-pot-luiz-alberto (5)

LUIZ ALBERTO: Ai Paolla, que delícia, eu queria ficar nesse papo com você até amanhã.

PAOLLA: Ah meu amor, obrigada pela conversa!

LUIZ ALBERTO: Você é um amor, garota! Que paixão, essa educação sua, do seu irmão Douglas, essa doçura que vocês tem para falar, para lidar com as pessoas, enfim, é tão bonito isso, tão bacana,.

PAOLLA: Cada um tem um jeito. Eu respeito todos eles, mas, se falarem para mim que eu estou errada no meu jeito de ser vai ser difícil me convencer. Tem que ter bons argumentos para um ariano, mas, me convencer que estou errada de ser gentil, educada, de ser doce, vai ter que ter um bom argumento, viu?

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas) Ah... Eu te amo Paolla! Eu vou fazer uma brincadeira aqui e não sei se vai gostar.

Nota do editor: Então eu mostro para ela uma placa com os dizeres #DIOLLA, unindo Diogo e Paolla. Senhor, como são lindos... Socorro! Háháhá.

PAOLLA: O que é isso?

LUIZ ALBERTO: Andaram shipando aí vocês...

PAOLLA: #diolla!?

LUIZ ALBERTO: Seus fãs que estão shipando, hein?

PAOLLA: Estão shipando #diolla? Eu conheço? (risos)

LUIZ ALBERTO: Conhece! É um casal lindo demais, gente!

PAOLLA: Espera aí, estão shipando #diolla? Eu conheço #paogo.

LUIZ ALBERTO: Então #diolla fui eu que criei. Estou reivindicando #diolla pra mim.

PAOLLA: (gargalhadas)

LUIZ ALBERTO: Quero que seja, porque conversei com a Moyza, assessora da banda Fortunia, falei: “Moyza, eu vou shipar #diolla” e ela disse: “Mas #diolla já tem, já fizeram!” Ah é? Então, está bom, é meu, estou reinvindicando em rede nacional, não quero saber (risos)

PAOLLA: (gargalhadas)

LUIZ ALBERTO: Vocês dois são lindo demais, gente! Deus do céu! Eu tinha prometido ao Rafael (Assessoria dela) de não falar nada...

PAOLLA: Mas você não falou, você elogiou, você shipou, você nem falou nada! (risos)

LUIZ ALBERTO: (gargalhadas)

PAOLLA: Tem coisa que a gente nem tem que falar. A gente aceita, curte e se der, a gente compartilha. É só isso.

LUIZ ALBERTO: Paolla, obrigado de coração. Acompanho sua carreira, acompanho suas entrevistas. Vejo tanta doçura na sua forma de responder. Vejo uma mulher tão forte, tão presente, tão atuante, tão profissional. E dane-se se eu estiver rasgando seda, mas vou falar, você me encanta demais! Encanta o Luiz Alberto aqui, de coração. Eu te amo muito!

PAOLLA: Olha, eu fico muito feliz. Você falou uma coisa muito potente. A gente tem falado aqui de ser doce, de ser gentil, mas que nada tire a potência de cada um de nós, que nada tire a força de cada um de nós, a gente está precisando ser forte nessa vida. Porque ela não está fácil. Então, que a gente consiga ser firme. Que sejamos gentis com a gente e ser gentil com os outros.

LUIZ ALBERTO: O dinheiro está curto, a situação está preta, a gente tem que sorrir, levantar, ser gentil e lutar com muita força, porque se não, não vai. Se não, não atravessamos este ano. (risos)

PAOLLA: Que a gente se veja em momentos melhores logo mais.

LUIZ ALBERTO: Com certeza, com certeza...

PAOLLA: Um beijo para vocês.

LUIZ ALBERTO: Beijo, beijo.

Depois da entrevista, eu e ela ainda conversamos um bocado e Paolla me mostrou até bichinhos de pelúcias que ganha dos fãs. Ela guarda tudo com muito carinho... Tem uma Major Geiza, super fofa, com um cãozinho mais fofinho ainda! Ahhhh que papo gostoso o nosso!

O irmão Douglas a que ela se referiu na entrevista é o nosso Dougs Rogers, vocalista da Banda Fortunia, da qual ela é madrinha e eu não abro mão de ser padrinho, incentivador e maior fã dessa galera talentosa que vem bombando. Sigam o instagram @fortuniaoficial para ouvir e acompanhar o trabalho desse grupo genial. Vocês vão gostar, eu garanto!

Mais uma entrevista concluída e o LA aqui totalmente feliz e com a sensação do dever cumprido. Já que o meu propósito, quando entrevisto alguém, não é buscar furos nem entrar na intimidade de ninguém. Meu objetivo é o entretenimento onde busco profissionais que falam de suas carreiras, do seu trabalho, do seu dia-dia, da família, enfim, a vibe aqui é sempre alto astral.

Até a próxima entrevista!

por Luiz Alberto

FICHA TÉCNICA

Foto: Fê Pinheiro Styling: Marcell Maia Make: Rafael Senna

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