Caio Paduan em Stalkeados por Luiz Alberto

Espiritualizado, feliz e desapegado

29 de AGOSTO de 2021

Icone Compartilhamento Facebook Icone Compartilhamento Twitter Icone Compartilhamento Google Plus Icone Compartilhamento Tumblr Icone Compartilhamento Pinterest Icone Compartilhamento Linkedin

Caio Paduan em Stalkeados por Luiz Alberto

Queridos leitores, ultimamente tenho andado ansioso para chegar o domingo. Adivinhem, domingo é dia de capa e dia de entrevista. Estamos na décima terceira entrevista e eu não me canso de me surpreender. O nosso Stalkeado de hoje, ou entrevistado como preferirem, é o Caio Paduan. Ator de teatro, TV e cinema com uma alma gigante. Há um tempo, ele, a mulher Cris Dias e o enteado Biel caíram na estrada! Desapegaram de tudo. E na tentativa de viver com e extremamente essencial, a família foi se materializando, se espiritualizando e se alimentando da sabedoria que o contato com o desconhecido, pessoas diversas e absorvendo o melhor na vida. Entraram na Vanda, uma van cheia de bossa onde dormem, cozinham e circulam pelo país. Nesta entrevista, o Caio falou comigo via Zoom em meio ao trecho Rio-São Paulo num posto de gasolina estilo rodoviária, de onde pude até ouvir a chamada do próximo ônibus para a capital paulista. Cada entrevista uma história. Isso me faz cada vez mais feliz e agradecido de exercer minha profissão. E como disse para vocês, tudo que subverte a ordem natural, tudo que é diferente me fascina! E esta entrevista foi bem mesmo assim. Eu aqui torcendo para que vocês gostem deste bate-papo muito bacana com o querido Caio Paduan.



CAIO PADUAN: Tá me ouvindo?



LUIZ ALBERTO: Oi Caio, estou te ouvindo super bem. Só está faltando a imagem.



CAIO PADUAN: Eu vou ligar a luz mais forte que eu tenho aqui. Botei a boina para esconder a bagunça, porque está uma chuva danada. Peço desculpa às pessoas pela cara, porque estou na estrada.



LUIZ ALBERTO: (Risos)



CAIO PADUAN: Não só de quem está, mas de quem vive nela. Falaremos sobre isso.



LUIZ ALBERTO: Aaaa... Ótimo! Agora estou te vendo.



CAIO PADUAN: Até meu forninho está em close. (risos)



LUIZ ALBERTO: (Risos) Como você está? Marcamos às 17:17hs, mas, infelizmente não deu! Eu estava prontinho. Foi você que atrasou hein? Culpa sua... (risos)



CAIO PADUAN: (risos) Eu vou te falar uma coisa, costuma-se dizer que a gente quer controlar o tempo e estando na estrada descobri que é impossível.



LUIZ ALBERTO: Mas o que você está fazendo na estrada?



CAIO PADUAN: Eu sou apaixonado pela estrada desde muito jovem. Desde que tirei carteira de motorista me joguei na estrada. Então, conheci uma parceira estradeira também, minha mulher Cris Dias, e aí, no meio dessa pandemia, revisitando alguns valores, todo mundo passou por isso, não é?



LUIZ ALBERTO: Com certeza.

CAIO PADUAN: A gente passou por essa coisa de olhar mais para dentro, olhar para o próximo. Um exercício emocional do tipo quanto você é capaz de amar? Acho que foi um teste para as pessoas. E aí, nós decidimos, em agosto do ano passado, sair da casa que estávamos, estava montadinha, morando eu, ela e o Biel, meu enteado, sei lá, as coisas pararam de ter significado, sabe? Coisas, coisas, coisas...



LUIZ ALBERTO: Quase tudo que tínhamos, de uma certa forma, foi perdendo o valor.



CAIO PADUAN: Para que tanta coisa? O que de fato você está comprando, para te preencher algum vazio e que talvez nunca te preencha, porque sempre uma parte falta, porque o ser humano é insatisfeito por natureza. Essa parte que falta, acredito que talvez seja Deus, que cada um procura à sua maneira. A estrada veio no final do ano, na virada. E aí, papo vai papo vem, precisávamos de um carro maior porque a gente estava nômade. Depois que abandonamos a casa em agosto, ficamos vivendo em casas por temporadas, aluguel por temporadas, hotéis, a casa dos fundos da minha mãe, a casa dos fundos da avó da Cris.



 LUIZ ALBERTO: Que legal! Aventura demais eu acho.



CAIO PADUAN: É, a gente se desfez da maioria dos bens, móveis, essas coisas grandes, roupas e ficamos com o que realmente era necessário. O que é necessário para você? A família que é necessário, não importam as coisas, não é? Mas aí na virada do ano veio a ideia de ter um carro maior porque estava ficando apertado, temos dois cachorros grandões...



LUIZ ALBERTO: (Risos)



CAIO PADUAN: A ideia foi, “vamos tentar uma van!” Então essa é a história da Vanda (a Van da familia), cuja a Cris é a idealizadora. Eu só olhei e falei: “Vamos, né?” Eu vou falar não? Jamais!



LUIZ ALBERTO: E para quem curte estrada, um prato cheio! (Risos)



CAIO PADUAN: E a gente tem andado pelo Brasil desde fevereiro, já há alguns meses.



LUIZ ALBERTO: Você se sentiu feliz? Desapegou? Tá feliz?



CAIO PADUAN: Nossa! Eu não sei explicar. É transformador! A estrada é... Tem muitas metáforas em relação à estrada. Não sou eu. Músicos, artistas, poetas, usaram muito a estrada como metáfora. Eu sou umbandista e a estrada representa muita coisa na Umbanda também, a gente aprende muita coisa na estrada.



LUIZ ALBERTO: Axé!



CAIO PADUAN: Axé! E a estrada ensina muito. Principalmente quando estou sozinho, aliás, das duas formas. Sozinho ensina pelo silêncio, por você olhar para dentro e entender muitas coisas. Outro dia um amigo me enviou umas mensagens tão bonitas que ficou na minha cabeça. A estrada representa a vida. À noite, ilumina apenas uma parte próxima à sua frente, à frente do carro, você não consegue iluminar tudo. Então, essa parte iluminada é o seu presente, é o que você vive todos os dias, é o presente. Lá na frente é o futuro, é o escuro, você não viu ainda, não chegou no futuro ainda.



LUIZ ALBERTO: Nossa, que analogia perfeita!



CAIO PADUAN: E lá para trás, você até passou por lá e experienciou, mas se você olhar para trás, está escuro também, o passado já foi. Você aprendeu com ele, viveu com ele, errou, acertou, viveu, experienciou e chegou até esse presente que você está! Iluminando, então, valorizo o presente. O presente não chama presente à toa, não é?

CONTINUE LENDO AQUI

NOSSAS CAPAS




Portfólio TV PORTFOLIO TV

Paolla Oliveira

Paolla Oliveira

André Martinelli

André Martinelli

Isadora Ribeiro

Isadora Ribeiro

Julia Puzzuolli. Elá é um fenômeno!

Julia Puzzuolli. Elá é um fenômeno!

Julia Puzzuolli. Elá é um fenômeno!

Todos os direitos reservados l Copyright c Revista Portfolio Brasil 2017